domingo, 23 de maio de 2010

E o amor? Ah, o amor...


... tão cheio de conflitos, ilusões, desejos, mitos.

Na cena "mito do amor romântico" fui pra ação sem muita mentalização, apenas com a idéia de ser uma relação entre um homem (júnior), uma mulher (eu) e o amor romântico (rosa vermelha). Me permiti, sem querer, descobrir pela reflexão corporal (e não mental) as histórias de amor gravadas em mim.

O processo se iniciou na busca da rosa, ou do amor. Tentava tomá-la de suas mãos, até que ela se dissolveu e se tornou aquele homem, seus olhos, sua pele. Quando chegamos em um lugar de acolhimento era como se ele cedesse ao meu anseio e se aconchegasse no desejo recíproco, mas logo me escapava. Este anseio se tornou cada vez mais crescente, e o amor... Cansativo. O acolhimento se torna prisão mútua, perde seu sentido de aconchego.

Depois, com as experimentações a partir de uma estrutura pronta, comecei a perceber o quanto tinha ali das relações que tinha vivido e do que achava do amor anteriormente. Era como se meu corpo, sem muita mentalização, contasse por mim e para mim as histórias gravadas nele.

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