domingo, 13 de setembro de 2009

Por que, meu caro rapaz, no nosso jogo de corpos você resiste ser carregado?
A “leve mulher” idealizada no imaginário social não pode ser quem carrega, não é?

“Mulher – Divino Luxo – Navio Negreiro
Graal – Puro Cristal – Desespero
Rosa-robô – Cachorrinho – Tesouro,
Ninguém suspeita dor neste ideal,
A dor ninguém suspeita imperial.”

Tom Zé – Navio Negreiro

Jogo de Pesos

As aulas e processos de pesquisa do projeto "Chá do fígado, baço e memória" se iniciaram no mês de agosto com experiências de contato/improvisação. Nestas experiências a idéia de peso(s) e leve(s) são sensíveis. Ao mesmo tempo em que perpassa o leve contato entre as peles com suas texturas, cheiros e calor, também perpassa o peso dos outros, difícil por ainda não descobrir a base que os sustentem, e o receio de liberar o meu peso.
Se permitir o conhecimento do corpo do outro e ser conhecido é fundamental. Conhecer plenamente. Cheiros, texturas, volumes e, claro, o peso. Compreender esse jogo também como uma unificação de duas pessoas que jogam com esses elementos.
"Se você vem numa boa
Pode vir, Também não tô à-toa.
Eu te boto no colo,
Te dou pão e mingau."
Tom Zé - Estúpido Rapaz

segunda-feira, 7 de setembro de 2009


Chá...
amargo,
doce,
denso,
suave.

De flores,
cores,
cheiros,
texturas e
corpos.

Dores,
pesos,
contatos,
suor.

Com mel,
puro,
com biscoito...

pura dança!

Então, vai um chá?